Amamentar não é só sobre o bebê: a saúde da mãe também precisa de cuidado

A amamentação costuma ser lembrada pelos benefícios para o bebê, mas a saúde da mãe também precisa estar no centro dessa conversa. Dor, cansaço, fissuras, insegurança, ansiedade, alimentação, sono e falta de apoio podem tornar esse período mais difícil. Por isso, cuidar da amamentação também é cuidar da mulher que amamenta, com orientação profissional, rede de apoio e acompanhamento quando necessário.

mae amamentando
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A amamentação é uma fase importante para o bebê, mas não pode ser tratada como se dependesse apenas da mãe “querer”.

Existe muito discurso sobre os benefícios do leite materno, sobre a importância da amamentação e sobre o vínculo entre mãe e bebê. Tudo isso importa. A Organização Mundial da Saúde e o UNICEF recomendam o início da amamentação na primeira hora de vida, o aleitamento materno exclusivo nos primeiros 6 meses e a continuidade da amamentação, junto com a alimentação complementar adequada, até os 2 anos ou mais.

Mas existe uma parte dessa conversa que nem sempre recebe a mesma atenção: a mãe.

A mulher que amamenta também sente dor, cansaço, dúvida, medo, pressão, fome, sede, privação de sono e mudanças emocionais. E quando esses sinais são ignorados, a amamentação pode se tornar mais difícil do que deveria.

Amamentar pode ser natural, mas nem sempre é simples

Existe uma ideia comum de que amamentar “deveria acontecer naturalmente”.

Na prática, nem sempre é assim.

Algumas mães têm dificuldade na pega. Outras sentem dor. Algumas enfrentam fissuras, ingurgitamento, insegurança sobre a quantidade de leite ou medo de o bebê não estar se alimentando bem.

Isso não significa fracasso.

Significa que aquela mãe pode precisar de orientação.

A amamentação envolve o corpo da mãe, o comportamento do bebê, a posição, a frequência das mamadas, o descanso, a alimentação, o estado emocional e a rede de apoio ao redor.

Por isso, frases como “é só colocar no peito” podem machucar mais do que ajudar.

Dor não deve ser normalizada

É comum ouvir que amamentar dói no começo.

Mas sentir dor forte, persistente ou acompanhada de fissuras não deve ser tratado como algo que a mãe precisa simplesmente aguentar.

A dor pode indicar dificuldade na pega, posicionamento inadequado, fissuras ou outras situações que precisam de avaliação.

Quando a mãe sente dor toda vez que amamenta, ela pode começar a sentir tensão antes das mamadas, medo, irritação ou vontade de desistir. E isso não é falta de amor pelo bebê.

É sinal de que ela precisa de apoio.

Buscar orientação profissional pode ajudar a identificar o que está acontecendo e tornar esse processo mais seguro para a mãe e para o bebê.

O corpo da mãe também precisa de energia

Amamentar exige do corpo.

Por isso, alimentação, hidratação e descanso não são detalhes.

Uma mãe que passa o dia sem comer direito, dorme pouco, se sente sobrecarregada e ainda precisa cuidar da casa, do bebê e de outras demandas pode ter muito mais dificuldade para sustentar uma rotina de amamentação com tranquilidade.

Não se trata de uma dieta perfeita.

Trata-se de cuidado básico: comer de forma regular, beber água, descansar quando possível e receber ajuda prática.

Às vezes, a melhor forma de apoiar uma mãe que amamenta não é dar opinião sobre o leite dela.

É levar uma refeição.
É segurar o bebê para ela tomar banho.
É ajudar com a casa.
É perguntar como ela está.
É acompanhar uma consulta.

A saúde mental também faz parte da amamentação

O pós-parto pode trazer mudanças emocionais importantes.

Algumas mães passam por dias de choro fácil, irritação, preocupação e cansaço. Mas quando a tristeza, a ansiedade, a culpa, a irritação ou a sensação de não dar conta ficam intensas, duram mais tempo ou atrapalham a rotina, é importante buscar ajuda.

O CDC diferencia o baby blues da depressão pós-parto pela intensidade e duração dos sintomas. A depressão pós-parto é mais intensa, dura mais tempo e pode incluir choro frequente, raiva, distanciamento do bebê ou dúvidas constantes sobre a própria capacidade de cuidar.

Isso não é frescura.

Não é fraqueza.

E não significa que a mãe ama menos o bebê.

Significa que ela precisa de cuidado.

Em caso de pensamentos de se machucar, machucar o bebê ou risco imediato, é necessário procurar atendimento de urgência imediatamente ou acionar o serviço de emergência da região.

Rede de apoio não é luxo

A amamentação não deveria ser uma responsabilidade solitária.

A mãe precisa de apoio da família, do parceiro, de profissionais de saúde e das pessoas que convivem com ela.

A própria OMS reforça que mães e famílias precisam de suporte para que a amamentação aconteça da melhor forma possível, incluindo orientação nos atendimentos de saúde, acompanhamento no pré-natal e no pós-parto, e apoio da comunidade.

Isso muda a forma como olhamos para a amamentação.

Em vez de perguntar apenas “o bebê está mamando?”, também é preciso perguntar:

A mãe está com dor?
Ela está conseguindo descansar?
Ela está se alimentando?
Ela está emocionalmente bem?
Ela tem ajuda?
Ela sabe onde buscar orientação?

Quando procurar orientação?

Vale buscar ajuda profissional quando houver:

dor ao amamentar;
fissuras ou feridas;
febre ou vermelhidão nas mamas;
dúvidas sobre pega ou posição;
insegurança sobre ganho de peso do bebê;
tristeza, ansiedade ou choro frequente;
sensação constante de incapacidade;
cansaço extremo;
dificuldade para manter a rotina de cuidado.

Quanto antes a mãe recebe orientação, maiores são as chances de aliviar o desconforto, entender o que está acontecendo e encontrar um caminho mais seguro.

Cuidar da amamentação também é cuidar da mãe

No Agosto Dourado, é importante falar sobre a amamentação.

Mas essa conversa não pode colocar todo o peso nas costas da mulher.

Amamentar envolve informação, saúde, acolhimento e apoio. A mãe não precisa ser cobrada como se tivesse que dar conta de tudo sozinha. Ela também precisa ser cuidada.

Com a Redesul, você tem acesso a consultas, exames e rede credenciada com valores reduzidos, facilitando o acompanhamento da saúde da mãe, do bebê e da família.

Se você está gestante, amamentando ou conhece uma mãe que precisa de apoio, a Redesul pode ajudar a tornar esse cuidado mais acessível.

Chame a Redesul e conheça os planos.

Porque cuidar da amamentação também é cuidar de quem amamenta.


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