Sintomas do autismo: 5 sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce

Sintomas do autismo: 5 sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce

Os sintomas do autismo podem ser observados em uma criança com desenvolvimento típico, antes mesmo do primeiro ano de vida. Também conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA), o autismo desencadeia problemas na interação e comportamento social da criança.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo todo possuem algum tipo de autismo, no Brasil esse número passa para 2 milhões. Uma pesquisa do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) afirma que o autismo atinge ambos os sexos e todas as etnias, porém o número de ocorrências é maior entre o sexo masculino (cerca de 4,5 vezes).

O diagnóstico precoce é fundamental para o tratamento eficiente, quando feito até os 3 anos de idade o índice de melhora chega a 80%, isso acontece porque os resultados positivos são mais significativos quando precocemente instituídos. Por isso, listamos os principais sintomas do autismo para servir de alerta.

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Sintomas do Autismo – Sinais de Alerta

sintomas do autismo

De acordo com uma cartilha com Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (tea) desenvolvido pelo Ministério da Saúde existem alguns sinais de alerta que podem ser percebidos, são eles:

 

1 – Interação Social

1º ano: A criança com autismo acompanha seu cuidador com menor frequência, além de dar mais atenção a brinquedos e objetivos, do que as pessoas. Entre os sintomas do autismo no primeiro ano de vida, também está a dificuldade em apresentar comportamentos antecipatórios (ex: pedir colo) ou imitativos (ex: mandar beijo).

2º ano: Raramente faz gestos de atenção de compartilhamento, como apontar para algo que deseja ou desperta sua curiosidade. Pode não se interessar em pegar objetos estendidos por outras pessoas, ou faz apenas após muita insistência e ainda, pode não seguir o apontar ou o olhar dos outros. Só mostra ou dá algo para alguém se isso se reverter em satisfação de alguma necessidade sua imediata.

3º ano: Os gestos e comentários em resposta ao adulto tendem a aparecer isoladamente ou após muita insistência. As iniciativas são raras.

 

2 – Linguagem

1º ano: Entre os sintomas do autismo e os sinais de alerta, é importante ficar atento quando a criança tende a ignorar os sons de fala, se mantêm mais em silêncio, emite gritos aleatórios, tem frequentes crises de choro duradouro, sem ligação aparente a evento ou pessoa. Não manifesta amplas expressões faciais com significado, pode ignorar ou reagir apenas após ao toque e não repete gestos após uma solicitação, repetindo-os fora de contexto, aleatoriamente.   

2º ano: Pode não apresentar ainda suas primeiras palavras. Falta de autonomia na fala, se mantém em repetição, dificuldade em ampliar sua compreensão para situações novas, apresenta menos expressões faciais ao se comunicar. Tende a ecolalia. Costuma utilizar menos gestos (sim e não com a cabeça) ou usa aleatoriamente.

3º ano: Pode apresentar repetição da fala de outra pessoa sem relação com a situação de comunicação. Dificuldades ou desinteresse em narrativas referentes ao cotidiano. A distinção de gênero, número e tempo não acontece. Raramente “conversa” com o adulto.

 

3 – Brincadeiras

1º ano: Raramente vai explorar os objetivos de diferentes formas, como sacudir, atirar ou bater. Dificilmente busca o contato visual para a interação, precisa de muita insistência do adulto para se engajar nas brincadeiras, são sinais de alerta que podem ser tidos com sintomas do autismo.

2º ano:  Tende a brincar menos com os objetos e, muitas vezes, fixa-se em algumas de suas partes sem explorar suas funções. Pode ficar fixada em algum atributo do objeto, não brincando apropriadamente com o brinquedo. Raramente usa brinquedos para imitar ações dos adultos.

3º ano: Podem se afastar, ignorar ou limitar-se a observar brevemente outras crianças à distância. Quando aceita participar das brincadeiras com outras crianças, em geral, têm dificuldades em entendê-las.

 

4 – Alimentação

1º ano: A amamentação é um momento privilegiado de atenção, por parte da criança, mas com o autismo ela pode apresentar dificuldades nesses aspectos. Pode ter resistência a mudanças e novidades na alimentação.

2º ano: Entre os sintomas do autismo, a resistência à introdução de novos alimentos na dieta deve ser observada. Pode resistir também em participar da cena alimentar.  

3º ano: Pode ter dificuldade com o esquema alimentar, permanece na mamadeira, apresenta recusa alimentar, não participa das cenas alimentares, passa longos períodos sem comer e não se adéqua aos “horários” de alimentação.

 

5 – Indicadores Comportamentais

Motores: movimentos motores estereotipados, ações atípicas repetitivas, dissimetrias na motricidade.

Sensoriais: Cheirar ou lamber objetos, sensibilidade a sons, insistência visual em objetos com luzes, insistência tátil.

Rotina: Dificuldade na modificação da alimentação. Rotina ritualizada e rígida.

Fala: Repete palavras que acaba de ouvir, características peculiares na entonação e volume da voz, perda de habilidades previamente adquiridas.

Aspecto emocional: Expressão emocional menos frequente e mais limitada, passividade no contato corporal, dificuldade de encontrar formas de expressar as  preferências e de responder às tentativas dos adultos de compreendê-las, também podem ser considerados sintomas do autismo.

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Mesmo com esses indicadores o diagnóstico do autismo permanece sendo essencialmente clínico, somente um médico pode fazer as observações necessárias dos sintomas do autismo. O transtorno é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos assim que o diagnóstico seja feito. Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado, cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades.

Diante disso, é notável a importância do acompanhamento clínico da criança desde cedo, para identificar os sintomas do autismo. As visitas ao médico devem ser constantes, para garantir o melhor desenvolvimento possível.  

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